domingo, 29 de setembro de 2013

Autismo pelo Autista

O que parecia difícil de acontecer e improvável de termos conhecimento foi posto de lado com os depoimentos de uma adolescente autista, que relata em seu site, sobre como é ser autista, o que um autista tem que controlar, como entende o mundo e muito mais.
Fantástico como as revelações serão uma nova via de comunicação com os autistas, possibilitarão pesquisas mais acertivas em relação ao seu desenvolvimento e trarão melhor qualidade de vida a eles.

Amei essa reportagem e indico a todos que querem discorrer sobre o autismo a visitarem o site carlyscafe.com  e  viajarem por um mundo paralelo inserido no real.

Magda Cunha


Fonte:  http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/entenda-e-experimente-como-funciona-a-mente-de-um-autista-com-a-ajuda-de-uma-adolescente-que-sofre-dessa-condicao/


Entenda (e experimente) como funciona a mente de um autista

Imagens: Reprodução do site carlyscafe.com
Enquanto sua irmã gêmea se desenvolvia normalmente, o progresso da canadense Carly Fleischmann era lento. Logo foi descoberta a razão: aos dois anos de idade, ela foi diagnosticada com autismo severo. Hoje, Carly é uma adolescente que não consegue falar – mas encontrou outro meio de se comunicar. Aos 11 anos, ela foi até o computador, agitada, e fez algo que deixou toda a sua família perplexa: digitou as palavras DOR e AJUDA e saiu correndo para vomitar no banheiro.
Supostamente, Carly nunca tinha aprendido a escrever. Mas aquilo mostrou que acontecia muito mais em sua mente do que qualquer um poderia imaginar. E foi assim que começou uma nova etapa em sua vida: ela foi incentivada a se comunicar mais desta forma e a criar contas em redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Também ajudou o pai a escrever um livro sobre a sua condição e deu as informações para a criação de um site que simula a sua experiência diária com toda a descarga sensorial que recebe em situações cotidianas, como ir a um café. “O autismo me trancou em um corpo que eu não posso controlar”, diz ela no site.
Veja clicando na imagem abaixo.

 4 de fevereiro de 2013

Depois que sua história foi para a mídia, Carly começou a receber muitos e-mails de pessoas perguntando sobre o autismo e criou um canal para respondê-las. “As pessoas têm muitas de suas informações vindas dos chamados especialistas, mas eu acho que esses especialistas não conseguem dar uma explicação a algumas questões”, escreveu.

Veja a resposta que ela deu em seu site e entenda melhor o comportamento dos autistas:
Pergunta: Meu filho de seis anos ​​fica triste e chora com frequência, e eu não consigo entender o porquê. Você tem alguma sugestão de como eu posso descobrir o que está errado?
Carly: Pode ser muitas coisas. Será que ele está tomando algum medicamento? Eu tive muitas mudanças extremas de humor, como chorar e sentir raiva sem motivo, por causa da medicação. Também poderia ser algo que aconteceu mais cedo ou dias atrás e que ele está processando apenas agora.
Alguma vez você gritou aparentemente sem motivo? Por exemplo, você parecia feliz e relaxada, mas de repente começou a gritar? Minha filha faz isso às vezes e eu estou tentando descobrir o porquê.
Eu amo esta pergunta. Ela está fazendo uma filtragem dos sons e quebrando os ruídos e conversas que tem ouvido ao longo do dia. [O cérebro dos autistas funciona de maneira diferente e se sobrecarrega com estímulos externos, como sons, luzes, imagens e cheiros. Gritar, tapar os ouvidos, fazer ruídos ou movimentos repetitivos, segundo Carly, são uma forma de bloquear esses estímulos e se concentrar em apenas um]. Além dos gritos, você pode nos ver chorando ou rindo, tendo convulsões e até manifestando raiva. É a nossa reação ao, finalmente, entender as coisas que foram ditas e feitas no último minuto, dia ou até mês passado. Sua filha está bem.
Será que você poderia me dizer por que meu filho de quatro anos de idade (que tem autismo) grita no carro cada vez que paramos em um semáforo. Ele está bem e feliz enquanto o carro se move, mas, uma vez que paramos, ele grita e faz uma birra incontrolável.
Eu amo longas viagens de carro, elas são uma ótima forma de estímulo sem você precisar fazer nada. O movimento do carro e o cenário visual passando por ele permite que você bloqueie qualquer outra entrada sensorial e se concentre em apenas uma. Meu conselho é colocar uma cadeira de massagem no banco do carro. Assim, quando ele parar, seu filho ainda estará sentindo o movimento. Você pode também colocar um DVD mostrando um cenário em movimento.
De onde você tira tanta informação sobre a cultura pop?
Eu escuto tudo que está acontecendo ao meu redor. Se houver uma TV e eu estou em outro quarto, ainda posso ouvi-la. Se pessoas estão falando, eu gosto de ouvir o que estão dizendo, mesmo se não estão falando comigo. Não é porque eu não pareço estar prestando atenção que esse seja o caso.
Em seus sonhos você é autista?
Sim e não. Em alguns dos meus sonhos eu posso falar e fazer coisas que as crianças da minha idade fazem. Mas em outros eu ainda tenho dificuldade em fazer as coisas que posso fazer quando estou acordada. Eu sonho com um monte de coisas, como meninos e alimentos. Eu nem sempre me lembro dos meus sonhos, mas gosto deles.
Você pode descrever como se sente por dentro? Você acha que é diferente de crianças que não têm autismo?
O problema é que eu não sei o que as outras crianças sem autismo estão sentindo. Eu tenho lutas comigo todos os dias, desde que acordo até a hora de ir dormir. Não posso nem ir ao banheiro sem dizer a mim mesma para não pegar o sabonete e cheirá-lo ou sem lutar comigo mesma para não esvaziar todos os frascos de xampu.
 Existem coisas que você considera mais desafiadoras, como abotoar sua roupa ou cortar a comida com uma faca? Por que você acha que não pode fazer esse tipo de coisa? O que acha que poderíamos fazer para ajudar?
Algumas coisas eu acho que posso fazer, mas é preciso muita concentração para isso. Ficar sentada e digitar é algo muito avassalador para mim – eu preciso fazer pausas e dizer a mim mesma para fazê-lo. Eu não acho que as pessoas realmente sabem como é difícil. Parece tão fácil para todo mundo, mas é como falar três línguas ao mesmo tempo.
Para ler outras perguntas e respostas, veja o site de Carly.

sábado, 14 de setembro de 2013

Vencendo a barreira da comunicação com Livox



                 As mesmas oportunidades de igualdade ...

Algumas deficiências  impedem a expressão oral, atrapalhando a comunicação com os famíliares, a participação na escola e sociedade em geral.  

Para dar suporte à  fala, nesses casos, utilizamos as placas sinalizadoras (informações desenhadas em cartões), que fazem as vezes dos comandos, sentimentos, escolhas, ações e pensamentos,  facilitando o relacionamento.

Para autistas, pcs - paralisia cerebral,  síndrome de down   e  outras  dificuldades  de expressão oral,  foi lançado um novo recurso, o software Livox. 

As placas sinalizadoras foram parar na telinha, através do Livox, programa para tablets, que permitiram que com simples toque, touchscreem,  a pessoa transmita sua mensagem com tradução oral simultânea.

O Livox foi  desenvolvido por um pai de criança PC, que trabalha com informática,  sentiu na pele a dificuldade de comunicação oral da filha, e buscou alternativas para uma melhor inclusão social.

Que bom podermos, através das experiências pessoais, transformar para melhor o mundo em que    viviemos,   derrubando   mais   algumas   barreiras   do   dia  a  dia!

Magda Cunha



Fonte: Site Livox

Abaixo o link para acessar todas informações sobre esse novo recurso, bem como relatos pessoais e utilização.

http://www.agoraeuconsigo.org/

Vídeos da  Paloma, Clara, casos de PC.
http://www.youtube.com/watch?v=f-ejWyPSves
http://www.youtube.com/watch?v=c-V-MCE73V0



domingo, 8 de setembro de 2013

Alfabetização e Letramento


  Dedico essa flor aos Josés/Marias

 que estão 

espalhados pelo Brasil a fora.



Hoje  é  dia da Alfabetização/Letramento.

Dediquei especial  atenção  e  reflexão  sobre esse tema,  à formação global dos indivíduos.

Entendo essa questão como um processo longo, contínuo e muito importante para formação da cidadania.
Um dia após a comemoração do dia  7 de setembro, Independência do Brasil, tenho umas perguntas que não querem calar, conseguiremos manter essa conquista sem uma parcela significativa da nação estar alfabética e letrada? Como ser independente sem autonomia? Como ser autônomo sem consciência  do mudo que nos cerca? 

Paulo Freire um pensador contumaz, no sentido de ser  obstinado e  insistente, em seus ensinamentos nos diz:

- "Aprender  a  ler  e  escrever  é  aprender  a  ler  o mundo, compreender o seu contexto numa relação  dinâmica  vinculando  linguagem  e  realidade e ser alfabetizado é tornar-se capaz de usar a  leitura  e a escrita como  meio  de  tomar  consciência  da  realidade  e  transformá-la."

Essa  "máxima"  ( expressão de uma verdade ou princípio geral)  daria   para   ser   tema   de mestrado,  doutorado, pós- doutorado e muito mais.

Estamos  muito  distantes  dessa conquista, tanto na qualidade da formação de profissionais, da estrutura  física  para  atender  o  contingente  brasileiro,  valorização  dos  educadores  e especialmente quanto aos salários.

Ontem no dia  da Independência fui testemunha de uma situação bastante incomum. 
Estava  parada  aguardando  um  coletivo  quando  um  senhor  começou a narrar sua opnião sobre  essa  data  comemorativa.
Observei  que  era  uma pessoa bastante humilde, com trajes e aparência de morador de rua.

Sua fala era clara, objetiva, bem estruturada, bem fundamentada, porém  após cada palavra fazia um ruído, que julguei ser tique nervoso.
Tudo que expressava, em silêncio fazia-lhe uma leve  menção com a cabeça em sinal de aprovação, e outras pessoas comentavam baixinho que ele estava falando tudo que não tínhamos coragem de falar. Mas ainda o julgavam fora de suas capacidades mentais e começaram  afastar-se,   protegendo-se.
Ele discorreu sobre vários momentos políticos do Brasil, desde Getulio Vargas, a repressão militar, os governos posteriores, a corrupção, a impunidade dos que estão acima da lei, e por conseguinte as consequências de um povo que se cala, que tudo aceita, que nada faz e todos sofrem em conjunto.
Não me contive e perguntei-lhe o nome, onde morava, onde nascera, sua profissão e se tinha família próxima, pois não concebi uma pessoa tão politizada, com uma compreensão da realidade tão apurada estar naquela situação.
Respondeu-me que mora numa pensão próximo de onde resido, seu nome José Carlos Silva e Souza, nascido no Rio de Janeiro, vivendo há mais de vinte anos em  São Paulo,  tem uma irmã, que segundo sabe,  mora em Porto Rico, uma tia que há tempos não vê no Rio de Janeiro, e disse-me que lhe dei uma idéia, iria escrever pra ela, foi Hipe na juventude, hoje está aposentado e é panfleteiro três vezes por semana, para conseguir complementar seu orçamento, pois só tinha quinze anos de registro em carteira, sendo o salário mínimo insuficiente. Durante a vida trabalhou como segurança em escolas, auxiliar de serviços gerais e limpeza. Pouco estudou, só o suficiente para ler e escrever, confidenciou-me.
Fiquei confortada por ele conseguir manter-se, não estar na rua, como aparentava, mas pesarosa por  encontrar-se naquelas condições, e percebi o quanto a aparência nos leva concluir errôneamente.
Durante a conversa já tinha deixado passar um coletivo e precisava ir embora, despedi-me e fui cumprir meus compromissos, com  o coração cheio de esperança num mundo melhor.
Quantos "Josés" esse Brasil possui? Torço para que muitos! 
Certamente Paulo Freire iria vibrar  em conhecê-lo. O pouco de estudo lhe foi suficiente para apropriar-se do mundo que o cerca.

Magda  Cunha


Fonte: Educando e criando por Neyva Daniella

http://umafamiliaincrivel.blogspot.com.br/2010/07/letramento.html

LETRAMENTO

Muit0 se  fala hoje em dia sobre alfabetização e letramento. 
Alfabetização e letramento são processos distintos, porém interdependentes, indissociáveis e simultâneos.
Alfabetização é codificação e decodificação, letramento é ter-se apropriado da escrita , o que é bem diferente de ter aprendido a ler e escrever.
Letramento é condição de quem interage com diferentes portadores de leitura e escrita; diferentes gêneros e funções da leitura e escrita em nossa vida. É o sentido ampliado da alfabetização.


Paulo Freire, ao definir a alfabetização, definiu letramento, visto que ele já via a alfabetização como condição de quem sabe ler  e escrever dentro de um contexto onde a leitura e a escrita tenham sentido e façam parte da vida.



"Aprender a ler e escrever é aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto numa relação dinâmica vinculando linguagem e realidade e ser alfabetizado é tornar-se capaz de usar a leitura e a escrita como meio de tomar consciência da realidade e transformá-la."


O mesmo conceito  foi definido poeticamente e brilhantemente pela jovem estudante norte-americana de origem asiática Kate M. Chong:


O que é Letramento?

Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão
é leitura a luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.

São notícias sobre o presidente
o tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito,
uma lista de compras,
recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens heróis e grandes amigos.

É um atlas do mundo
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
orientações em bulas de remédio
para que você não fique perdido.

Letramento é, sobretudo
um mapa do coração do homem
um mapa de quem você é
e de tudo que você pode ser.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mouse para PC - adapatação


A verdadeira igualdade de oportunidades está na possibilidade de adaptação do deficiente para realizar as mesmas funções do dito "normal", salvaguardando-lhe de fracassar na missão a qual  lhe foi proposta.

Cada pessoa é singular, traz consigo características únicas. Geralmente os serviços, objetos e mundo padronizados cabem razoavelmente ao usufruto da sociedade, porém são verdadeiros obstáculos aos PNEs (portadores de necessidades especiais).

Para  a  inclusão é imprescindível um olhar minucioso, cuidadoso e detalhado das necessidades dos grupos em questão. Eles não são minoria, e segundo o Censo Demográfico realizado pelo IBGE em abril de 2010, representam 23,9 por cento da população brasileira.

A seguir um exemplo de alteridade (característica de colocar-se no lugar do outro), um professor determinado a incluir sua aluna em suas propostas de aprendizagem desenvolveu um mouse adaptado e a fez vencer mais esse obstáculo.

Parabéns a ele que foi além de suas experiências anteriores e desbravou o inusitado, utilizou sucatas e criatividade, dando esperança a sua aluna PNE.

Venceu a aluna, o professor e todos alunos daquela turma, pois tiveram uma valiosa lição, a de que as barreiras são novas possibilidades de crescimento, nunca ao contrário.

Magda Cunha


Fonte:  UOL Educação

O professor de informática Jair Oliveira Junior, 34, da cidade paranaense de Nova Esperança (460 km de Curitiba), desenvolveu um mouse adaptado para que uma de suas alunas pudesse acompanhar melhor as aulas. Michelle Aparecida Peixoto, 27, teve paralisia infantil e apresentava dificuldades para usar o mouse tradicional. O custo do aparelho, feito com material reciclado, foi menos de R$ 50.

Há um ano e meio, o professor percebeu que a estudante tinha dificuldades para participar do curso técnico em administração e informática do Colégio Estadual São Vicente de Paula. Passados alguns meses, Oliveira decidiu pesquisar equipamentos de computação para deficientes e só encontrou peças caras.


Michelle Aparecida Peixoto, 27, teve paralisia infantil e apresentava dificuldades para usar o mouse tradicional no curso de informática
  •                                                                 Michelle Aparecida Peixoto, 27, teve paralisia ..
Emerson Dias/UOL

O professor Jair Oliveira Junior e o mouse que ele desenvolveu com material reciclado

Emerson Dias/UOL

"Nunca tinha trabalhado com pessoas como a Michele. Achei dispositivos adaptados, mas custava entre R$ 800 e R$ 1.000, valor alto demais para as condições do projeto. Falei que iria fazer um com as próprias mãos. O pessoal achou que era brincadeira, mas em três dias já estava criado o mouse", explicou Oliveira.

O professor, que faz mestrado em tecnologia da informação, detalhou o processo de criação do equipamento. Com peças velhas de impressoras do colégio, madeira doada por uma loja de móveis e pedais de máquina de costura de uma empresa do ramo, Oliveira juntou fios, roldanas e cabos em uma caixa. Os pedais funcionam como botões direito e esquerdo. "Achei a ideia muito legal. Descobri que não era eu, mas a máquina que não estava preparada para mim", disse Michele, agora animada com o mundo da informática.

Com o diploma do curso técnico conquistado no mês de junho, a estudante pretende fazer vestibular na UEM (Universidade Estadual de Maringá). "Moro com minha irmã de 17 anos e minha mãe, que não pode trabalhar porque precisa cuidar de mim. Quero fazer uma faculdade fora de Nova Esperança e ajudar as duas", planeja. A família vive apenas da pensão concedida pelo Governo Federal.

O professor conta que ficou satisfeito com o resultado e segue preparando mais uma invenção: um teclado adaptado. "Já estou montando o equipamento com base em acrílico. Tudo tem que ser de material barato. Tem que ser acessível pra quem precisar usar", afirmou Oliveira, que não pretende patentear os equipamentos: "Quero que o pessoal copie, que melhore a ideia. Precisamos mesmo é ajudar mais pessoas".

terça-feira, 9 de julho de 2013

Síndrome de Tourette


Fragmento do Artigo ... Veja completo na fonte citada abaixo.


Fonte: Revista de Psiquiatria Clínica 

O objetivo deste trabalho é abordar, de forma abrangente, diversos aspectos da ST, incluindo a sua definição, a etiologia, o quadro clínico, a epidemiologia, o diagnóstico e o tratamento, bem como, alguns de seus aspectos neurobiológicos e associações de apoio a portadores de ST.

...

A síndrome de Tourette (ST) é uma patologia de comprometimento psicossocial que acarreta alterações significativas na vida dos seus portadores e respectivos familiares. Este artigo aborda diversos aspectos relacionados a esta doença, incluindo etiologia, epidemiologia, aspectos neurobiológicos, quadro clínico, diagnóstico, patologias associadas e tratamento (clássico e alternativo). Neste trabalho, ainda comparamos a ST com outras doenças, envolvendo tiques e mencionamos as associações de apoio aos pacientes portadores de ST, que auxiliam no tratamento e na socialização do paciente afetado.

...

A primeira descrição de um paciente com tiques e comportamentos, que caracterizam a ST, ocorreu em 1825, pelo médico francês Jean Marc Gaspard Itard, que diagnosticou a maldição dos tiques na Marquesa de Dampierre (Itard, 1825). Entretanto, somente em 1884, esta patologia recebeu o nome de síndrome de Gilles de la Tourette (ST), quando o aluno Gilles de la Tourette, no Hospital de la Salpêtrière, relatou a patologia como um distúrbio caracterizado por tiques múltiplos, incluindo o uso involuntário ou inapropriado de palavras obscenas (coprolalia) e a repetição involuntária de um som, palavra ou frase de outrem (ecolalia), baseado nos relatos do próprio Itard (Gilles de la Tourette, 1885ab).

...

Nos   últimos  anos   a    incidência   de   casos   de   ST   vem
crescendo    em    todo    mundo,   provavelmente,    devido   à  
maior  disponibilidade  de  informações e conhecimento sobre 
esta  doença  pelas  equipes  de    saúde  que  a  diagnosticam
(Hounie e Petribú, 1999).



MAIS ...


Além  dessa excelente pesquisa da Revista de Psiquiatria Clínica  tem outros  materiais esclarecedores, da síndrome de Tourette, que indico a seguir:

- Filme  Primeiro da classe (Front of the class), que é baseado em fatos reais, retrata o cotidiano familiar, escolar e inserção no mercado de trabalho.


- Documentário HBO http://www.youtube.com/watch?v=ou-KVmw05R4, com relato de casos e suas interações sociais. Fonte Yotube.






Magda Cunha


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Síndrome de Asperger / Teste


De forma clara, objetiva e esclarecedora a fonte que pesquisei do Hospital Albert Eistein discorre sobre a síndrome de Asperger, seu diagnóstico,  tratamento multidisciplinar e cita outros TID (transtornos invasivos do desenvolvimento).

Ao término desse artigo cito o endereço da "Aspie-quiz" onde  podemos realizar um teste e participar de um estudo  sobre o  perfil  para a síndrome de Asperger.

Desta maneira colaboraremos para melhor compreensão e entendimento de suas características.

No final da pesquisa recebemos o resultado, é bem interessante.

Magda Cunha



Fonte:           Hospital Medicina Diagnóstica
Publicado:     14/02/2013
http://www.einstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/Paginas/entendendo-a-sindrome-de-asperger.aspx         
         

Entendendo a síndrome de Asperger

     Crianças com dificuldade de sociabilização, linguagem rebuscada para a idade, atos motores repetitivos (tiques) e interesses muito intensos e limitados apenas por um ou poucos assuntos podem ser portadoras da síndrome de Asperger, transtorno do desenvolvimento que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino. Suas causas são desconhecidas, mas, como se trata de um distúrbio congênito, há estudos em andamento que procuram estabelecer a relação com alguma desordem genética.
O primeiro trabalho sobre a síndrome foi feito pelo psiquiatra e pediatra austríaco Hans Asperger, mas permaneceu praticamente desconhecido. O reconhecimento internacional ocorreu somente em 1994, quando foi incluída pela primeira vez no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), o manual de diagnóstico e estatísticas de transtornos mentais, organizado pela Associação Americana de Psquiatria. Por se tratar de uma patologia recentemente descrita, não existem dados confiáveis sobre a incidência.

     A partir de 2013, a síndrome de Asperger deixa de ter essa denominação e passa a ser classificada no DSM como uma forma branda de autismo – uma recomendação que deverá ser mundialmente adotada. Diferentemente do autismo clássico, porém, quem tem Asperger não apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso os primeiros sinais e sintomas do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a características da personalidade da criança.

     "Muitos portadores da síndrome possuem, inclusive, QI acima dos índices normais. E o fato de terem habilidade verbal muito desenvolvida, com um vocabulário amplo, diversificado e rebuscado, reforça nos pais a ideia de que seus filhos são superdotados", diz Walkiria Boschetti, neuropsicóloga do Einstein. O foco exagerado sobre um assunto específico – como automóveis, aviões ou robôs, por exemplo – é outro sintoma característico da síndrome interpretado de forma inadequada pelos pais e familiares, que acabam incentivando a restrição de interesses dessas crianças, oferecendo apenas presentes relacionados ao tema.

Diagnóstico

     Os sinais e sintomas da síndrome de Asperger podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança, mas raramente são valorizados pelos pais como algo negativo, especialmente se as manifestações forem leves. A grande maioria dos diagnósticos da síndrome de Asperger é feita a partir da fase escolar, quando a dificuldade de socialização, considerada a característica mais significativa do distúrbio, manifesta-se com maior intensidade, juntamente com o desinteresse por tudo que não se relacione com o hiperfoco de atenção. "O que efetivamente chama a atenção dos pais são os sintomas associados ao isolamento social, inadequação de comportamentos ou manifestações de ansiedade, depressão ou irritabilidade", diz Sandra Lie Ribeiro do Valle, neuropsicóloga do hospital.

     Usualmente, os primeiros relatos sobre os problemas observados são feitos ao pediatra, que poderá encaminhar a criança aos médicos especialistas para uma avaliação mais profunda e detalhada. Não existem exames laboratoriais ou de imagem destinados à confirmação do diagnóstico. "Hoje, o principal instrumento para essa finalidade são os testes aplicados por neuropsicólogos, que por meio de tarefas propostas à criança observam e avaliam aspectos cognitivos e comportamentais, como memória, atenção e habilidades sociais", diz o Dr. Fabio Sato, psiquiatra da infância e adolescência da Clínica de Especialidades Pediátricas do Einstein, instituição que aplica um extenso e detalhado protocolo para diagnóstico e tratamento dessa patologia. Segundo ele, o Brasil ainda carece de uma padronização na abordagem diagnóstica dessa patologia, uma vez que ferramentas como a AD (questionário utilizado em entrevistas com os pais) e a ADOS (questionário para entrevistas com as crianças) ainda não foram validadas aqui, embora o uso já esteja consagrado nos Estados Unidos e na Europa.

     Quem tem síndrome de Asperger tende a apresentar alterações nos testes de avaliação de reconhecimento de emoções e nos que analisam a capacidade de inferir o que os outros estão pensando. "São pessoas que têm extrema dificuldade em entender o que pensam e sentem aqueles que os cercam, a menos que essas emoções sejam explicitamente demonstradas e explicadas a eles. Também são inflexíveis, por isso prendem-se a regras e não conseguem agir com flexibilidade, conforme cada situação", explica Sandra Lie Ribeiro do Valle.


Tratamento multidisciplinar

     São envolvidos médicos, neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos, uma vez que os indivíduos possuem alterações na fala (erros de prosódia, por exemplo, quando o indivíduo faz a transposição do acento tônico de uma sílaba para outra). "Basicamente, a terapia se baseia em transmitir as habilidades e recursos para as manifestações características, em especial a dificuldade no convívio social. Ele deve ser feita a longo prazo, já que se trata de um distúrbio crônico", explica Walkiria Boschetti. Medicamentos são utilizados apenas para tratar sintomas decorrentes dessas manifestações, como ansiedade, depressão e irritabilidade.

     Quem tem Asperger e chega à vida adulta sem diagnóstico ou tratamento adequados pode enfrentar sérias dificuldades de relacionamento na vida pessoal, escolar e profissional. "Além disso, trata-se de um risco para o desenvolvimento de outros problemas, como o transtorno bipolar", adverte o Dr. Fabio Sato. Portanto, quanto mais precoces e precisos forem o diagnóstico e o tratamento, maiores serão as chances de a criança com Asperger desenvolver comportamentos mais saudáveis, tornando-se mais sociáveis, flexíveis e independentes.




ASPIE - QUIZ

Recentemente tomei conhecimento dessa pesquisa, compartilho com vocês e espero que façam o mesmo com seus contatos.

http://www.rdos.net/br/

Magda Cunha

sábado, 18 de maio de 2013

Sala de Recursos Multifuncionais - Implantação

Esse  apoio  é  fundamental  pra  inclusão  ser  constituída.
O manual explica em detalhes tudo que é necessário pra implantação da sala de recursos nas escolas.
Mais um instrumento pra democracia da educação.
Fico feliz em poder divulgar através do blog da educadora especial, agora mãos a obra e amor na execução de cada etapa.


Magda Cunha




  


A  distribuição  do  Manual de Orientação do Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais   tem  como  objetivo  informar  os  sistemas  de  ensino  sobre  as ações deste Programa,  instituído  pelo  Ministério  da  Educação,  por  meio  da  Secretaria  de  Educação Especial/SEESP,  para  apoiar  a  organização  do  atendimento  educacional  especializado-AEE    aos    alunos    com   deficiência,   transtornos   globais   do   desenvolvimento   e   altas habilidades/superdotação,  matriculados  no  ensino  regular.

A implantação das Salas de Recursos Multifuncionais nas escolas comuns da rede pública de ensino atende a necessidade histórica da educação brasileira, de  promover as condições de acesso, participação  e  aprendizagem   dos  alunos  público  alvo  da  educação  especial  no ensinoregular, possibilitando  a  oferta  do  atendimento  educacional  especializado, de forma não substitutiva à escolarização.

A construção de políticas públicas inclusivas,  de acesso aos serviços  e  recursos  pedagógicos  e  de  acessibilidade  nas  escolas  regulares,  eliminam a discriminação  e  a  segregação, superando o modelo de escolas e classes especiais.

Nessa perspectiva, os sistemas  de  ensino  modificam  sua  organização,  assegurando  aos  alunos público alvo da educação especial a matrícula nas classes comuns e  a oferta do atendimentoeducacional  especializado, previsto  no  projeto  político  pedagógico  da  escola.

A educação inclusiva é um direito assegurado na Constituição Federal para todos os alunos e a  efetivação  desse  direito  deve  ser  cumprido  pelas  redes  de ensino,sem nenhum tipo de distinção.

Assim,  o Programa  de  Implantação  de  Salas   de   Recursos  Multifuncionais  constitui  uma
medida estruturante para a consolidação de um sistema educacional inclusivo que possibilite garantir uma educação de qualidade.



Claudia Pereira Dutra - Secretária de Educação Especial / MEC