quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Audio ebooks/audiolivro gratuitos

Uma boa notícia para os deficientes visuais é o lançamento de audiolivros para enriquecimento cultural e lazer.
Repassem essa informação e leve para todos a oportunidade de acessar.

Magda Cunha

Fonte: catracalivre.com.br
 
Reprodução
Site disponibiliza mais de 300 audiolivro / ebooks gratuitos.
 
O Projeto Livro Falado tem em seu acervo mais de 300 audiolivros, com obras de grandes autores nacionais e internacionais. O site é voltado para pessoas com deficiência visual.
Títulos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry; “Laços de Família”, de Clarice Lispector; e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, estão na seleção.
...
Continue lendo no endereço abaixo:

 https://catracalivre.com.br/geral/dica-digital/indicacao/site-disponibiliza-mais-de-300-audiolivros-online-e-de-graca/

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Mantoan, obra sobre inclusão, livre para download.

Autora fala sobre a escola do séc. XXI e os desafios para inclusão. Vale baixar essa obra, ler e aprender com Maria Teresa Eglér Mantoan, uma excelente estudiosa e autora de diversos livros.

Magda Cunha


Livro organizado por Maria Teresa Eglér Mantoan está à disposição para livre downloadmantoan
Queridos amigos,  dando continuidade na divulgação de livros gratuitos sobre Educação Inclusiva, hoje trago a obra “Para uma escola do século XXI”, clique aqui para baixar
O texto de apresentação abaixo é de Maria Teresa Eglér Mantoan , coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, defensora da educação inclusiva no Brasil:
Em poucas palavras, gostaria de apresentar aos leitores os textos que constituem este livro. Eles são um dos retornos que obtivemos dos encontros realizados no Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença – LEPED, da Faculdade de Educação da UNICAMP, no segundo semestre de 2012. 
Mais uma vez nele se confirmam a força do trabalho colaborativo, do encontro de ideias, do debate, do questionamento, do estudo compartilhado. Foi assim que enfrentamos o impacto de uma novidade, de uma ideia poderosa: a inclusão escolar e seu eixo de discussão – a diferença. Ler, estudar, dirimir dúvidas, encontrar juntos caminhos outros de compreensão de entender uma frase, um posicionamento, diferentes ao que estamos habituados a reconhecer e a adotar é, de fato, um modo fecundo de ensinar e de aprender. A volta ao vivido nos encontros proporcionou aos autores uma situação oportuna para escrever seus textos, reconstruir, ampliar e aprofundar o que foi retirado do que presenciaram, diretamente, nas escolas. O retorno aos significados gerados por essas experiências práticas e simbólicas afinaram, expandiram e qualificaram ainda mais a compreensão de todos diante do processo de escrita. Ao receber os textos, revê-los um a um, tive a alegria de recolher a riqueza que esses encontros produziram.
Escolhemos o formato digital para apresentar o livro, porque combina com o seu conteúdo: ágil, atual, aberto a todos. Esperamos, todos nós que participamos desses momentos de estudo e reflexão, que o conteúdo de cada texto seja mais uma oportunidade de se tratar com responsabilidade e competência, de um assunto tão preocupante e desafiador: a escola do nosso século. Não temos a pretensão de ter encontrado um modelo ideal dessa escola, mas a intenção de oferecer aos interessados um bom material para a sua construção.

Dicas para incluir o deficiente visual na escola

  Picture by Ryan McGuire

O que é deficiência visual?

Fonte: Ricardo Ampudia (novaescola@fvc.org.br)
É o comprometimento parcial (de 40 a 60%) ou total da visão. Não são deficientes visuais pessoas com doenças como miopia, astigmatismo ou hipermetropia, que podem ser corrigidas com o uso de lentes ou em cirurgias.
Segundo critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) os diferentes graus de deficiência visual podem ser classificados em:
- Baixa visão (leve, moderada ou profunda): compensada com o uso de lentes de aumento, lupas, telescópios, com o auxílio de bengalas e de treinamentos de orientação.
- Próximo à cegueira: quando a pessoa ainda é capaz de distinguir luz e sombra, mas já emprega o sistema braile para ler e escrever, utiliza recursos de voz para acessar programas de computador, locomove-se com a bengala e precisa de treinamentos de orientação e de mobilidade.
- Cegueira: quando não existe qualquer percepção de luz. O sistema braile, a bengala e os treinamentos de orientação e de mobilidade, nesse caso, são fundamentais.
O diagnóstico de deficiência visual pode ser feito muito cedo, exceto nos casos de doenças degenerativas como a catarata e o glaucoma, que evoluem com o passar dos anos.
Como lidar com a deficiência visual na escola?
A escola pode recomendar aos pais e responsáveis que busquem fazer o exame de acuidade visual das crianças sempre que notarem comportamentos relacionados a dificuldades de leitura, dores de cabeça ou vista cansada durante as aulas.
Compartilhe a organização dos objetos da sala de aula com o aluno, a fim de facilitar o acesso e a mobilidade. Mantenha carteiras, estantes e mochilas sempre na mesma ordem, comunique alterações previamente e sinalize os objetos para que sejam facilmente reconhecidos.
O aluno cego tem direito a usar materiais adaptados, como livros didáticos transcritos para o braile ou a reglete para escrever durante as aulas. Antecipe a adaptação dos textos junto dos educadores responsáveis pela sala de recursos, que deve contar com máquinas braile, impressora e equipamentos adaptados.
A alfabetização em braile das crianças com cegueira total ou graus severos de deficiência visual é simultânea ao processo de alfabetização das demais crianças na escola, mas com o suporte essencial do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Vale lembrar que, de acordo com o Decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado tem o dever de oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas cabem ao gestor da escola e às Secretarias de Educação a administração e o requerimento dos recursos para essa finalidade.
Oferecer ambientes adaptados, com sinalização em braile, escadas com contrastes de cor nos degraus, corredores desobstruídos e piso tátil, é mais uma medida importante para a inclusão de deficientes visuais. O entorno da escola também deve ser acessível, com a instalação de sinais sonoros nos semáforos e nas áreas de saída de veículos próximas da escola.
Quer saber como organizar uma escola inclusiva? Veja o infográfico que preparamos.
Todos os padrões de adaptação física da escola para receber alunos com deficiência estão no documento elaborado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas "NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos".

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sucessso através do esforço

 Ativos, Atividade, Bola, Exercício

Fonte: Blog Tudo sobre minha mãe

Sucesso não vem para quem é inteligente, mas sim para quem se esforça

Nós temos uma tendência a acreditar que ter sucesso na vida é coisa para gente muito inteligente. Pessoas que possuem algum dom ou talento especial e que por serem "melhores" que os outros de destacam tanto na vida acadêmica como profissional. Certo? Errado! A psicóloga e pesquisadora da Universidade de Stanford, Carol Dweck, que estuda motivação e perseverança desde os anos 60 garante: focar apenas na inteligência e no talento pode deixar as crianças desmotivadas e como medo de aprender, enquanto ressaltar avanços e persistência irá produzir grandes empreendedores.
 Já publicamos aqui no blog sobre alguns estudos conduzidos por Dweck.  A pesquisadora reuniu alunos do quinto ano, os dividiu aleatoriamente em dois grupos, e os fez trabalhar em problemas de um teste de QI.  Ao final do teste, ela elogiou o resultado das crianças de maneira diferente. O primeiro grupo foi elogiado por sua inteligência:  "Uau, isso é realmente uma boa pontuação. Você deve ser muito inteligente para conseguir isso. " O segundo grupo foi elogiado por seu esforço:  "Uau, isso é realmente uma boa pontuação. Você deve ter se esforçado muito para conseguir isso."
Resultado: à medida que os exercícios propostas foram ficando mais difíceis, as crianças elogiadas pelo seu empenho continuaram confiantes e motivadas para aprender. Já as crianças elogiadas pela inteligência queriam continuar com as tarefas mais fáceis, já que com dificuldade de encontrar soluções para os problemas mais complexos, se sentiam totalmente fora da sua zona de conforto. (Afinal de contas, elas não SÃO inteligentes?)
Em outro estudo, durante dois anos, os pesquisadores visitaram cinquenta e três famílias para registrar suas rotinas. As crianças tinham 14 meses de idade no início do estudo. Os pesquisadores, então, observaram como eram os elogios dos pais: uns enalteciam o esforço, outros os traços de caráter e ainda haviam outros que elogiavam de forma neutra como palavras como “Que bom!", "Uau!", "Legal".
Depois de cinco anos estas mesmas crianças foram entrevistadas, agora com 7-8 anos de idade. A conclusão? Crianças que tinham ouvido mais elogios pela sua persistência eram as mais interessadas em desafios. Para os perserverantes o foco do trabalho deve ser em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar.
Mas agora vamos ao que interessa, como podemos ajudar nossos filhos a desenvolver a capacidade e o desejo de se esforçarem?
Aqui algumas dicas práticas:
- Fique de olho no tipo de elogio que você está fazendo. Lembre-se dos estudos citado acima. Em vez de enaltecer apenas os resultado, elogie o processo para chegar no resultado. "Que bom que você tentou diferentes estratégias para conseguir resolver isso", " Eu vi que você não desistiu mesmo sendo tão difícil ." "Nossa, que boa nota, seus esforços fizeram efeito!"
-  Tente estimular nos seus filhos uma mentalidade de desenvolvimento e desejo de aprender - o termo em inglês usado por Dweck é "growth mindset". Se as crianças acreditarem que o sucesso é resultado direto do quanto são (ou não) inteligentes, a motivação para tentar se esforçar acaba, já que o sucesso está "pre-destinado" para que tentar, então? 
- Poder errar é uma benção! Não deixe que eles acreditem que fracassar é algo horrível. Pelo contrário, mostre que o erro nada mais é do que um desafio que deve ser superado. Não há razão para ter vergonha de errar, se o erro nos fará progredir. Além disso, todo mundo falha, fica confuso e se sente frágil em determinados momentos da vida - temos que ensinar nossos filhos a ficarem "numa boa" quando esses sentimentos aparecerem. Eles se tornarão pessoas muito vulneráveis se acreditarem que não podem falhar nunca!

Alfabetizar com leitura e escrita diária

 

 Bronze, Arte, Escultura, Par, Crianças

Vamos deixar os pequenos escrever do jeito deles

Fonte: Regina Scarpa (novaescola@fvc.org.br)

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e diretora pedagógica da Escola Vera Cruz
Entre as atividades da didática da alfabetização, há duas que todo professor - mesmo um iniciante - pode lançar mão imediatamente: a primeira é ler todos os dias para as crianças. A segunda é deixá-las escrever. Vejo a presença de livros e as práticas de leitura mais consolidadas em nossas escolas. As de escrita, ainda não.

Pensando nisso e tendo a sala de aula como inspiração, viajei de volta a 1999. Lembrei de uma proposta na pré-escola em que atuei como coordenadora. Entre os espaços de atividades diversificadas na sala, montamos o cantinho da escrita. Era simples: uma mesinha com letras móveis, todo tipo de caneta, máquina de escrever, envelopes, papéis de carta, folhas grandes, lápis pretos - enfim, tudo para ser um lugar em que os pequenos tivessem vontade de escrever.

E que vontade! As crianças escreviam livremente, de acordo com suas hipóteses sobre o sistema de escrita. Também trocavam ideias e conversavam sobre as grafias mais adequadas. A professora passava e fazia intervenções: "Para quem você vai escrever?". Se fosse para um pai ou outro familiar, o texto seguia para um envelope com nome no varal da sala. Quando os parentes viessem buscar a criança, podiam retirar também a mensagem. Lembro a alegria da "vovó Lelena" ao receber o bilhete que ilustra esta coluna...
"Vovó Lelena, eu posso ir na sua casa?" é o pedido de Maria Eduarda
Faz toda a diferença deixar os pequenos escrever do jeito deles, da melhor forma que podem, segundo as ideias que possuem sobre a escrita no momento. Eles são levados a pensar em quais letras colocar, quantas letras colocar e em que ordem colocar. Essa reflexão sobre o sistema de escrita as leva a avançar, mesmo quando o professor não pode fazer as melhores intervenções.

No entanto, propostas desse tipo ainda sofrem resistência. Há, sobretudo, o receio da avaliação dos pais, que querem ver os cadernos de seus filhos com a grafia correta. Em vez de se acomodar com as atividades de cópia, vale muito explicar a importância da escrita não convencional das crianças e o processo pelo qual elas aprendem. Essa incursão na "liberação da escrita" - isto é, permitir que as crianças escrevam fora das amarras da cópia - tem efeitos positivos na aprendizagem e é uma conquista para os professores.

Ao mesmo tempo, eles vão descobrindo que se deve fazer algo mais do que apenas contemplar e aceitar as hipóteses de escrita das crianças. Não se pode ficar só na sondagem. É preciso planejar atividades com intencionalidade e saber intervir para ajudar os pequenos a avançar. Deve-se levar em conta os conhecimentos que possuem como critério para a organização de interações produtivas para as atividades de leitura e escrita. Mas, antes de tudo, vamos deixar as crianças escrever! Esse é um aspecto importante para a formação de professores alfabetizadores.

sábado, 6 de agosto de 2016

Sala de recursos - Dicas

Conheça as salas de recurso que funcionam de verdade para a inclusão

Alunos com deficiência precisam desenvolver habilidades para participar das aulas. Saiba como esse trabalho deve ser feito no contraturno

Fonte: Camila Monroe (novaescola@fvc.org.br). Colaborou Beatriz Santomauro

LEITURA NO TATO O trabalho com letras móveis em braile ajuda os alunos com deficiência visual na alfabetização Fotos: Marina Piedade
Os números do último Censo Escolar são o retrato claro de uma nova tendência: a Educação de alunos com deficiência se dá, agora, majoritariamente em classes regulares. Seis em cada dez alunos nessa condição estão matriculados em salas comuns - em 2001, esse índice era de apenas dois em cada dez estudantes. O aumento merece ser comemorado, mas que não esconde um grande desafio: como garantir que, além de frequentar as aulas, crianças e jovens aprendam de verdade?

A tarefa tem naquilo que os especialistas chamam de Atendimento Educacional Especializado (AEE) um importante aliado. Instituído pelo mesmo documento que em 2008 concebeu as diretrizes para a inclusão escolar, mas regulamentado apenas no fim do ano passado, o AEE ocorre no contraturno nas salas de recursos, ambientes adaptados para auxiliar indivíduos com uma ou mais deficiências (veja nas fotos que ilustram esta reportagem alguns dos principais equipamentos utilizados em três escolas da capital paulista: EE Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, EMEF João XXIII e EMEI Professor Benedicto Castrucci). Segundo o Censo Escolar, atualmente 27% dos alunos matriculados em classes comuns do ensino regular recebem esse apoio. Se a implantação das 15 mil novas salas prometidas para este ano de fato ocorrer, o atendimento alcançará mais de 50% das matrículas - em números absolutos, cerca de 190 mil estudantes.
Trabalho não se confunde com atividades de reforço escolar

Diferentemente do que muitos pensam, o foco do trabalho não é clínico. É pedagógico. Nas salas de recursos, um professor (auxiliado quando necessário por cuidadores que amparam os que possuem dificuldade de locomoção, por exemplo) prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares. "Se for necessário atendimento médico, o procedimento é o mesmo que o adotado para qualquer um: encaminha-se para um profissional da saúde. Na sala, ele é atendido por um professor especializado, que está lá para ensinar", diz Rossana Ramos, especialista no tema da Universidade Federal de Pernambuco.

Os exemplos de aprendizagem são variados. Estudantes cegos aprendem o braile para a leitura, alunos surdos estudam o alfabeto em Libras para se beneficiar do intérprete em sala, crianças com deficiência intelectual utilizam jogos pedagógicos que complementam a aprendizagem, jovens com paralisia descobrem como usar uma prancheta de figuras com ações como "beber água" e "ir ao banheiro", apontando-as sempre que necessário. "Desenvolver essas habilidades é essencial para que as pessoas com deficiência não se sintam excluídas e as demais as vejam com normalidade", diz Maria Teresa Mantoan, docente da faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das pioneiras no estudo da inclusão no Brasil.

HORA DE CONTAR Alunos com deficiência intelectual estudam numeração associando placas  a faces do dado
Também vale lembrar que o trabalho não é um reforço escolar, como ocorria em algumas escolas antes de a nova política afinar o público-alvo do AEE. "Era comum ver nas antigas salas de recursos alunos que apresentavam apenas dificuldade de aprendizado. Hoje, a lei determina que somente quem tem deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou altas habilidades seja atendido nesses ambientes", afirma Maria Teresa. Com o foco definido, o professor volta a atenção para o essencial: proporcionar a adaptação dos alunos para a sala comum. Cada um tem um plano pedagógico exclusivo, com as atividades que deve desenvolver e o tempo estimado que passará na sala.

Para elaborar esse planejamento, o profissional da sala de recursos apura com o titular da sala regular quais as necessidades de cada um. A partir daí (e por todo o período em que o aluno frequentar a sala de recursos), a comunicação entre os educadores deve ser constante. Se o docente da turma regular perceber que há pouca ou nenhuma evolução, cabe a ele informar o da sala de recursos, que deve modificar o plano. Outra atitude importante é transmitir o conteúdo das aulas da sala regular à de recursos com antecedência. "Se a turma for aprender operações matemáticas, é preciso preparar o aluno com deficiência visual para entender sinais especiais do braile", exemplifica Anilda de Fátima Piva, professora de uma sala de recursos na EMEF João XXIII, em São Paulo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dislexia - dicas para ensino aprendizagem.

Estas dicas ajudarão aos alunos a acompanhar e desenvolver com maior tranquilidade suas atividades em sala de aula e em casa.
Mãos a obra!

Magda Cunha 

  Fonte: Drª Paula Girotto / Neuropediatra

 

Dislexia – Ajudando a criança a aprender! Dicas para pais e professores


      Na dislexia, a criança apresenta uma dificuldade inesperada na leitura e escrita. 
      Aqui estão algumas dicas para pais e professores lidarem com o aprendizado e ajudarem a criança:
  • Inicie a aula com uma apresentação do que será ensinado e termine com um resumo do que foi ensinado. Desta forma, é mais fácil a informação passar de memória de curto prazo para memória de longo prazo.
  • Quando a lição de casa é dada, é importante verificar se a criança anota exatamente o que deve ser feito em casa. Tentar garantir que os cadernos e livros necessários para fazer a lição sejam levados para casa.
  • Na frente do caderno de lição de casa, anotar o telefone de dois colegas. Assim, se houver qualquer dúvida sobre o que deve ser feito na tarefa, eles podem ligar e conferir em vez de preocupar-se ou gastar o tempo fazendo o trabalho errado.
  • Certifique-se de que as mensagens e atividades do dia a dia da sala de aula sejam anotadas na agenda, e nunca envidas apenas verbalmente.
  • Incentivar a organização através do uso de pastas e divisores para manter o trabalho facilmente acessível e de forma ordenada.
  • Quebre as tarefas em pequenos pedaços de informação que são fáceis de lembrar.
  • Se a memória visual da criança é pobre, a cópia da lousa deve ser mantida a um mínimo. Entregar as anotações já escritas ao aluno é muito mais útil.
  • Sente a criança perto do professor que está disponível para ajudar se necessário, ou perto de um colega bem motivado e simpático.
  • Use um giz colorido diferente para cada linha, se houver uma grande quantidade de informação escrita na lousa.
  • Certifique-se de que a escrita na lousa seja bem espaçada.
  • Deixe a escrita na lousa o tempo suficiente para assegurar que a criança não se apresse, ou que não seja apagada antes da criança ter terminado a cópia.
  • Um esquema de leitura estruturada que envolve repetição e introduz novas palavras lentamente é extremamente importante. Isso permite que a criança desenvolva a confiança e autoestima durante a leitura.
  • Não pedir aos alunos para ler um livro em um nível além de suas habilidades atuais. A motivação é muito melhor quando as exigências não são demasiado elevadas, e a criança pode realmente apreciar o livro. Se ele tiver trabalho para ler cada palavra, vai esquecer o significado do que ele está lendo.
  • Salve a criança disléxica o calvário de ter que “ler em voz alta na classe ‘. Reserve isso para um momento com o professor. Como alternativa, dê à criança o material de leitura pré-selecionado para que ela leia em casa no dia anterior. Isso ajudará a garantir que a criança é vista como sendo capaz de ler em voz alta, juntamente com outras crianças.
  • Ler junto com um adulto pode gerar entusiasmo para os livros. As fitas de áudio podem ser de grande benefício para a aquisição do vocabulário.
  • Lembre-se que ler deve ser divertido.

      Dra. Paula Girotto
      Neuropediatra
      CRM 146415
     (11) 5575-8936 ou 5574-9121